“Ela tinha o cabelo pintado nas pontas, e estava sempre com vestidinhos coloridos. Ela tinha aquele ar de ”felicidade eterna” e isso me encantava demais. Porque mesmo que estivesse quase a beira da morte, ela sorria. Ela tinha aquele lema de ”Sabedoria, é saber rir da dor.” e isso me fazia a admirar cada vez mais. E isso tinha lá seu lado bom. Era bom poder olha-la de longe e ao mesmo tempo sentir
ela bem pertinho. Nos encontrávamos as sextas, e em meio uma birita e outra, surgia aquele clima. Eu era sempre mais tímido, e ela era toda solta. Podia ouvir suas gargalhadas de longe e identificá-la, mesmo quando estava completamente tonto. Era nada parecido. Ela fazia medicina e falava alemão, enquanto eu ainda estava nas aulinhas de inglês.Mas, quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?”
— Eduardo e Mônica


